So close yet so far!

Teus olhos estão fechados suavemente, teu peito mostra que respiras num vai e vem gostoso frente aos olhos que tanto gostam de observar-te. Minha mão desliza pelo teu cabelo, quase insensível, para não te acordar. Dormes, tão pequena, como se o mundo real fosse demasiado banal para a tua mente sonhadora. Quiseste cantar e me deixaste ouvir-te. Lembro-me desde então, das palavras doces ditas pela tua voz infantil num idioma que não era o teu. Impossível não lembrar.
Quarenta e oito meses se passaram desde o primeiro contato, e hoje tu adormeceste em meus braços cheios do mais puro amor. Tão bom é te ter aqui, eu não soube até sentí-la, que durante todo esse tempo meu maior sonho foi estar contigo, ao teu lado, chamar-te minha. Tão minha que deixarei que tu partas pela manhã, se essa for a tua vontade, mas se disseres que fica, meu amor, perco-me na alegria que essas palavras trarão. Vejo tua risada muda ao fechar os olhos, lembro de tudo o que passamos. Porque demoraste tanto, amor meu? Te esperei por cada minuto, sem ao menos saber do meu ato inconsciente, mas tudo ficou claro quando te vi chegar, andando em minha direção com o teu sorriso envergonhado nos lábios e um brilho alegre nos olhos. Tu caminhaste, lentamente, e passo por passo eu gravei em minha mente, e aquelas segundos mostraram-se eternos, pois precediam o nosso primeiro abraço. Quando por fim paraste à minha frente, sem reação fiquei, e como tudo sempre disseste: todos os gestos ensaiados esvaíram-se em ar, nos olhamos por um breve segundo. E então o sorriso. O sorriso com o qual sonhei tantas e tantas noites. E foi como se o mundo começasse a girar, ao teu redor, nosso redor.
De repente os meus braços envolveram-te carinhosamente num abraço que jamais terei igual. Ali ficamos, por um longo tempo onde tudo o que aconteceu foi o nada que tornou-se tudo assim que passou a existir.
Agora te vejo aqui, tão quietinha ao meu lado e me pergunto se é possível ficar mais feliz, e tu, inconscientemente, responde que sim, e agora tudo é possível, pois abriste os olhos e encontraste os meus, destes aquele sorriso envergonhado coberto de sono e disseste oi, como se fosse a coisa mais normal do mundo acordar e encontrar assim, tão perto, a pessoa que chamamos de amor.
“Vou me enganar mais uma vez, fingindo que te amo às vezes, como se não te amasse sempre.”
Tati Bernardi.
Para alguém muito mais que especial.

@viajantejeans

Daniela Filipini – http://danielafilipini.blogspot.com/

 

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A arte de saber a hora de se apegar e a hora de deixar

"Paraibana, modelo, detesta o meio termo. Pra mim só existe o sim, ou o não; O preto ou o branco. Odeio quem fica em cima do muro, ou ter que ficar em cima dele."

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