So, september ends.

Em sua presença, todas minhas dores se calariam, cessariam os gritos de minh’alma, ocultariam-se os segredos de meu ser. Por instinto de proteção, ato involuntário diante de alguém que só me quer bem. Em silêncio espero uma reação, uma palavra. Por acreditar demais em um fato que nem fato é, às vezes me encontro perdida, tão perdida. E por isso espero.
Entre meus tantos defeitos marcantes, está o de pensar demais. Penso muito e não sei o que dizer. Gostaria de dizer-lhe que o mesmo que me mata é o que me faz viver, e é você. De todas as formas, não estaria completa sem o pedaço de você que tenho comigo.
Costumo contrariar verdades, criando minhas próprias conclusões, vivendo meu próprio mundo, escrevendo uma nova história a cada amanhecer. Porque existo e isso faz de mim metamorfose.
Siga meus sentimentos, às vezes palavras são desnecessárias e às vezes são indispensáveis. Mas acredite na intensidade do que sinto, parece maior que o céu, maior que a vida, maior que meu não-planejar. Creio tão cegamente em suas verdades, tanto que me perco e não sei para onde correr, e de repente, me encontro correndo para os seus braços e o impacto é inexistente, tão perfeito é o encaixe de nossas almas.
Sinto falta de sua voz e sinto falta dos abraços que nunca tive. Me odeio por um minuto, todas as manhãs, por despertar e me descobrir sem lembranças de um sonho que eu sei existir. Tão profundo em meu ser, no abismo de ser o que sou, me sinto cair, sei que nunca encontrarei o chão, nunca terei qualquer certeza, se não a de que o dias passam como meses e de repente tudo acaba.
Aprenda algo sobre mim: jamais desperdicei palavra alguma, pois em seu exato momento de nascer e existir e morrer, ela foi verdadeira. Foi como eu sou, e o meu existir parece tão vasto quanto o abismo no qual insisto em despencar. E caio, caio como uma flor cai de encontro ao chão, e chega, e murcha, e morre.
É engraçado como antes de qualquer fim, existe o encontro. Seja ao chão, seja ao mar, seja ao amor, seja à vida…
“E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim.”
[Caio Fernando Loureiro de Abreu]
So, september ends.

Dani Filipini – http://www.danielafilipini.blogspot.com/

@viajantejeans

2 Responses to “So, september ends.”


  1. 1 Daniela Filipini junho 28, 2011 às 5:53 pm

    Senti falta do meu nome ali, como autora.

  2. 2 viajantejeans julho 4, 2011 às 1:38 pm

    Sorry dani, sempre esqueço e tenho que editar! HAUAHAU. Mas pode ver que os outros tem sim viu.


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