Posts Tagged 'daniela filipini'

Now I’m alone… And you too.

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“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.”
(Charles Chaplin)
Você diz que não, mas só eu te buscava na sua casa e te levava de volta depois, não importava a hora, só pelo seu pânico bobo de estar sozinha e desprotegida. Sabe, eu jamais deixaria qualquer coisa ruim te acontecer, nada te machucaria enquanto eu estivesse por perto. E você faria (e fazia) o mesmo por mim. Era eu quem te cuidava nos seus dias amargos de solidão, te vi dormir e acordar inúmeras vezes, ora com lágrimas nos olhos, ora com um sorriso lindo nos lábios. Lágrimas que também me machucaram e sorrisos que ainda me afetam. Eu te pegava nos braços e tinha tanta certeza de que seria para sempre que me dói lembrar tudo o que aconteceu, tudo o que se perdeu.

@viajantejeans

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Um metro e setenta e sete de altura, um corpo esguio e longos cabelos castanhos ao vento. O que houve comigo? Não que eu tenha sido muito diferente do que sou agora, mas evoluí tão significativamente que me assusto ao olhar o espelho. Sou agora tão tudo o que eu sempre quis que me questiono: Por quê? Talvez o que eu quis não fosse o melhor pra mim, e só agora percebo.
Dezessete verões completos, até um pouco mais. E o que eu aprendi com tudo isso? Talvez mais do que algumas pessoas que viveram tanto quanto eu, talvez muito menos. Não depende de mim, apenas vivi da melhor forma que pude – errando descontroladamente, rindo muito e chorando, aos prantos, trancando-me no meu universo particular, no meu mundo preto e branco, fugindo de tudo o que pudesse me ferir levemente, aceitando apenas extremos, correndo em direção dos grandes desastres do coração. Eu vivi da melhor forma que alguém pode querer – e eu quis sempre mais.
Mas quer saber o que realmente me assusta? O que me tortura mais profundamente? Eu cresci. Vejam só, algo tão almejado, natural, inevitável. E mesmo tendo crescido ainda sou jovem demais para qualquer conclusão, sou apenas indefesa e estou desesperada. Pra onde devo correr?
Machucar saber que meus antigos abrigos já não vão me acalentar. Machuca perceber que tudo é – na verdade – muito mais difícil do que eu imaginava. As provas da vida, a ausência de amor próprio, a sensação de abandono, obstáculos inimagináveis e ainda tão pequenos. Como irei suportar a vida durante toda a existência? Como irei suportar acordar manhã após manhã? Nem que eu troque a noite pelo dia, não mudaria, serei sempre prisioneira de mim mesma e é tão estranho sentir-me assim: preso no corpo.
Eu preciso de algo que peça tudo de mim e me impeça de desistir. Vivo procurando alívio em braços desconhecidos, abraços quase compreendidos, não fosse o meu velho medo de amar, o meu vício de descartar, e vou vivendo.
Um dia perco-me, n’outro me encontro. Eu tenho só dezessete anos e olhos que sorriem todos os dias. Distribuo sorrisos, palavras, e não sigo meus próprios conselhos. Me sinto um pouco Amélie Poulain, e me pergunto sobre os ossos de vidro que finjo ter. Como se não pudesse suportar os baques da vida. Não vou quebrar, despedaçar, sou mais forte, porém, não o suficiente para permitir a mim mesma que eu viva.
“Meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita.”

@viajantejeans

http://danielafilipini.blogspot.com/

Without you.

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De uma forma ou de outra eu soube desde o início que seria como pular de um avião sem um paraquedas para me salvar, agora eu caio a toda velocidade, cada vez mais fundo em meus abismos. Pude pressentir a dor antes de lhe tocar, eu sabia que nunca mais voltaria a ser como era. Quando lhe toquei surgiu em mim o que chamo de certeza: era isso e nada mais.

Fui precipitada, impulsiva. Tive medo, mas corri o risco e acertei em cheio: ficará. É o pouco que sei, ficará.

Senti o teu cheiro impregnado na minha pele, o teu beijo ainda presente na minha boca. Quis dormir nos teus braços sob a vigilância do teu olhar, mas fugi à meia noite, como aquela princesa que tanto já se ouviu falar. De mim, ninguém falará, sou tão anônima quanto posso suportar.

Ao desvencilhar-me dos teus braços eu soube: acabou. Acabou o que mal teve tempo de começar. Acabou e não voltará. Talvez você me ligue numa noite vazia, quando lembrar-se da minha pele contra a sua. Talvez sinta minha falta, talvez não sinta nada. “Como era mesmo o nome dela?” Porque as coisas tendem a ser assim, aprendi, e me dói não poder lhe tocar outra vez. Dói mais do que posso explicar ou até mesmo entender.

Nossos olhares trocados me perfuraram pela manhã, quando a noite acabou, quando a água levou do meu corpo o teu cheiro, quando entre lágrimas eu compreendi e sorri: é só o que tinha que ser, e o que tiver que ser, será.

A lembrança destroçou minha alma, a ausência queimou minha pele, onde você me tocou. Ficaram as marcas, as feridas que demorarão a se curar. Ficou a tua voz ecoando na minha cabeça.

Na noite fria, sob a chuva, vi teus passos levando-lhe para longe de mim, e doeu não ter um olhar de despedida à distância. Talvez não seja a hora de dizer adeus, as coisas acontecem como devem ser. Mas a esperança logo me abandonou, me deixando sozinha, com os olhos manchados e o coração doendo, minha boca pedindo mais, meu corpo pedindo mais, e você indo embora, rapidamente, como se tudo tivesse sido apenas um sonho que poderia ser minha eterna realidade.

@viajantejeans

Daniela Filipini – http://danielafilipini.blogspot.com/

Ter-lhe.

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A chuva cai lá fora e em alguma rua fria você está. Há poucos minutos nossos braços se entrelaçavam num carinhoso abraço, mas você se foi, como sempre tem de ir… Mas chegará a noite em que contaremos as estrelas no céu e nada nos impedirá de vivermos aquele momento. Eu quero estar com você, apenas, nem que seja simplesmente para te olhar de longe e escutar sua risada que tanto gosto.

Quero só ter-lhe por perto, e saber que você quer o mesmo. Quero exatamente o que você é, pois já é muito melhor do que eu poderia imaginar. Eu lhe espero mesmo que os dias sejam longos, lhe espero mesmo quando não puder te encontrar. lhe espero, e isso resume tudo.

E se alguém me perguntar o porque de tanta devoção, palavras faltar-me-ão, pois jamais conseguirei explicar – até mesmo pra mim – esse sentimento de alegria e paz por ter-lhe comigo, mas lhe quero e lhe espero pelo que você é, e qualquer pessoa que venha a conhecer-lhe entenderia o quão espetacular és.

Pois você quer tornar meus sonhos realidade, quer transformar minhas palavras em fatos e não percebe que o que eu digo é pobre e indigno diante do que você me proporciona.

Me dói não ter-lhe por perto, não sentir sua presença, seu abraço, sua respiração, seu coração pulsando sob a pele quente. Me dói ter-lhe por tão pouco tempo, e não digo isso da boca pra fora.

Ei, sorria pra mim, sabe que seus olhos tem uma cor diferente de tudo o que eu já vi? Quando os encaro é como um degrade de sentimentos. Diante do Sol é como o infinito. Mas a verdade resumida é que seus olhos tem me guiado na escuridão, e isso é uma breve síntese de algo sem explicação.

@viajantejeans

Daniela Filipini – http://danielafilipini.blogspot.com/

I hear your voice.

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No meio da tarde, o céu escurece, o vento anuncia a chuva, tomara que chova, que a chuva lave meu corpo e minh’alma, que deixe limpos e certeiros os mistérios que eu preciso desvendar. Ouço a chuva no telhado, timidamente, cai e escorrega pelos vãos sujos que há dias lhe esperavam. O vento me assusta, assim como a escuridão, tenho medo, mas a sensação na pele se faz gostar. Ouço o eco dos trovões distantes, mantenham-se longe. Não os quero aqui.
Preciso de tempo… Tempo para estar contigo e ter certeza em minha opiniões, já que o meu conceito de estar ao seu lado é somente um fato criado a partir dos sonhos e palavras que tive. Mas preciso de você, urgentemente.
Não consigo pensar em nada, nada vejo, nada ouço, nada tenho se não você no pensamento. Me diz o que eu faço com a ausência que preenche o meu peito. Uma voz distante me chama, ouço sua voz que tanto necessito. No exato momento em que lhe espero, lhe tenho, distante, mas perto. Me faz feliz por um minuto, um minuto e trinta segundos. Quero lhe presentear com uma realidade digna de ser sonhada. Quero mostrar-lhe cada partícula do meu ser, para que você perceba que palavras não são suficientes. E por isso me calo. Por isso lhe espero. Lhe espero enquanto alimento falsas lembranças, e a saudade do que pouco que vivi me corrói por dentro. Tudo bem. Perco-me nesse sentimento inevitável. Acredite, eu não escolhi isso, mas fico feliz por saber que o destino nos trouxe aqui outra vez. Tenho a impressão de que volto à vida, todas as noites, por sentir-lhe tão perto de mim, é como se eu ouvisse o seu coração.
“Seria apenas mais uma história, se não tivesse tocado a alma.”
Caio Fernando Loureiro de Abreu.

@viajantejeans

Daniela Filipini – http://danielafilipini.blogspot.com/

So, september ends.

Em sua presença, todas minhas dores se calariam, cessariam os gritos de minh’alma, ocultariam-se os segredos de meu ser. Por instinto de proteção, ato involuntário diante de alguém que só me quer bem. Em silêncio espero uma reação, uma palavra. Por acreditar demais em um fato que nem fato é, às vezes me encontro perdida, tão perdida. E por isso espero.
Entre meus tantos defeitos marcantes, está o de pensar demais. Penso muito e não sei o que dizer. Gostaria de dizer-lhe que o mesmo que me mata é o que me faz viver, e é você. De todas as formas, não estaria completa sem o pedaço de você que tenho comigo.
Costumo contrariar verdades, criando minhas próprias conclusões, vivendo meu próprio mundo, escrevendo uma nova história a cada amanhecer. Porque existo e isso faz de mim metamorfose.
Siga meus sentimentos, às vezes palavras são desnecessárias e às vezes são indispensáveis. Mas acredite na intensidade do que sinto, parece maior que o céu, maior que a vida, maior que meu não-planejar. Creio tão cegamente em suas verdades, tanto que me perco e não sei para onde correr, e de repente, me encontro correndo para os seus braços e o impacto é inexistente, tão perfeito é o encaixe de nossas almas.
Sinto falta de sua voz e sinto falta dos abraços que nunca tive. Me odeio por um minuto, todas as manhãs, por despertar e me descobrir sem lembranças de um sonho que eu sei existir. Tão profundo em meu ser, no abismo de ser o que sou, me sinto cair, sei que nunca encontrarei o chão, nunca terei qualquer certeza, se não a de que o dias passam como meses e de repente tudo acaba.
Aprenda algo sobre mim: jamais desperdicei palavra alguma, pois em seu exato momento de nascer e existir e morrer, ela foi verdadeira. Foi como eu sou, e o meu existir parece tão vasto quanto o abismo no qual insisto em despencar. E caio, caio como uma flor cai de encontro ao chão, e chega, e murcha, e morre.
É engraçado como antes de qualquer fim, existe o encontro. Seja ao chão, seja ao mar, seja ao amor, seja à vida…
“E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim.”
[Caio Fernando Loureiro de Abreu]
So, september ends.

Dani Filipini – http://www.danielafilipini.blogspot.com/

@viajantejeans

Fragmentos de uma (ir)realidade.

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“(…) E eis-me aqui. Dura, silenciosa e heróica.”

Tenho vivido dias à toa, buscando razões e explicações, respostas que justifiquem essa busca desnecessária. Porque não há nada a se encontrar, somente o caminho cheio de pedras e espinhos. Não há mais nada a fazer. Já li livros que distraíram meus pensamentos, assisti filmes que causaram medo. Já chorei no escuro, na luz. Chorei no banho, na rua, sob a Lua e todas as estrelas. Chorei diante do pôr-do-sol. E ri em ambas ocasiões. Escutei músicas que destroçaram minhas lembranças em dor e ódio, mas não consegui deixar de lembrar.
Eu fiz tudo o que pude e o que não pude pra me animar, voltar a sentir as cores, perfumes, voltar a ver as flores e ter novos amores. E talvez eu até tenha conseguido, por alguns minutos, e logo a luz se apagou. Mas dos amores que eu tive e pelas pessoas que fiz sofrer, me excluo de você. Dos seus planos, dos seus sonhos. Porque eu não suportaria a culpa das suas lágrimas. Porque eu não viveria em paz se houvesse dor no seu olhar.
Tenho esquecido das horas, dos dias. Vivo o ato de ignorar. Ignorar o meu coração que bate desordenado quando te vê chegar, ignorar a minha voz que se cala quando deveria falar. E por tudo isso eu digo: Me perdoe. Por lhe querer e lhe amar em silêncio; Por lhe imaginar comigo; Por me torturar por dentro; Por bani-lo do sentimento. Dou-lhe as minhas mais sinceras palavras, palavras de alguém que vibra ao lhe encontrar, mas que perde o rumo em sua ausência. Que desaba, que cai. Perdoe-me. É só o que eu lhe peço.

@viajantejeans

Daniela Filipini – http://danielafilipini.blogspot.com/


Verdade Feminina

A arte de saber a hora de se apegar e a hora de deixar

"Paraibana, modelo, detesta o meio termo. Pra mim só existe o sim, ou o não; O preto ou o branco. Odeio quem fica em cima do muro, ou ter que ficar em cima dele."

welcome

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" se tudo que quiséssemos acontecesse de uma hora para outra. Teriamos respostas para todas nossas perguntas e dúvidas, saberiamos o verdadeiro significado do amor e porque o céu é azul! "

Sabe quando você sente que precisa escrever mas não escreve porque tem medo de sentir?

Procurando

Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

@viajantejeans

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